Reflexão sobre pesquisa científica
Edição n. 1, janeiro de 2018
É possível aperfeiçoar as habilidades em redação científica?
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Fugir ou negar as regras em redação científica, protocolos, normas em pesquisa e diretrizes (ICMJE, CONSORT, GRADE, PRISMA, entre outras), apenas demostra mais dificuldades em entendê-las do que segui-las. Sem isso, não só os pares, mas toda a comunidade científica não teria como regular nem teria convenções para avaliar as publicações. Afora isso, regras em redação científica, diretrizes, recomendações, normas e protocolos facilitam diversas fases da pesquisa científica.
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A Monja Coen Roshi em palestra sobre um assunto distinto da vida acadêmico-científica comentou sobre algo que também está adequado ao modelo científico brasileiro da atualidade em que imperam mentes narcisistas, arrogantes e que já estão “com o copo cheio”. Segue a transcrição de um trecho que, quem sabe, possa ser colocada em prática em nossas vidas.

“... sem querer, nós ficamos nos autopromovendo o tempo todo. Como eu morei no Japão por anos, notei que uma das características do povo japonês é exatamente o contrário. Lá dificilmente encontra-se uma pessoa dizendo ‘sou isso’, ‘sou aquilo’, porque eles não são preparados para isso. Comparados com outras culturas, por exemplo, a dos Estados Unidos, quando se pergunta em uma sala de aula de uma escola primária ‘Quem sabe nadar?’. A resposta foi que todas as crianças levantaram a mão, ainda que tenham entrado em uma piscina duas ou três vezes. Ou seja, não sabiam nadar ou sabiam muito mal, mas levantaram a mão.

Diferente do que ocorre no Japão, em que ao se fazer a mesma pergunta, nenhuma criança levantou a mão, apesar de alguns serem excelentes nadadoras. Não levantaram a mão porque entendem que ‘ainda estão aprendendo’ ou que ‘ainda não sabem bem e que podem ser melhores’. Desse modo, percebe-se uma sutileza muito interessante quando se é deparado com questões fundamentais em nossas vidas: ‘você sabe isso?’ A resposta deveria ser ‘um pouco’. A pessoa que responde que sabe tudo, que tem todas as respostas é porque está cheia. Nesse caso, cabe retomar uma pequena história:

Uma pessoa foi falar com um monge e pediu para ele lhe ensinar budismo. O monge respondeu que sim e indagou a pessoa sobre o que ele gostaria de aprender. A pessoa então respondeu que tinha estudado o sutra da flor de lótus, o sutra do diamante, o sutra da sabedoria perfeita... e emendou ‘achei tão importante aquela passagem de Buda sobre...’ e continuou a falar freneticamente. Foi quando o monge o chamou para tomar chá. De repente o monge derramou chá da xícara e, subitamente foi interpelado pela pessoa que perguntou se o monge não tinha plena atenção, se ele não praticava meditação... E ainda retrucou ‘Eu li no livro sobre plena atenção... o senhor não tem concentração, está vazando chá!’ Foi quando o monge respondeu: ‘Em uma xícara cheia não cabe mais nada’. Assim, às vezes, estamos tão convencidos do ‘eu sei’, ‘eu sou’ que não nos permitimos qualquer novidade, qualquer aprendizado. Ficamos soberbos, que é um grande defeito de nossa mente. Fazemos isso porque pensamos erroneamente ‘sou mais’, ‘sou brilhante’, ‘sou melhor do que os outros’, ‘sou mais do que isso’. O pensamento correto deveria ser ‘seja menos’.”



EDUCAÇÃO CONTINUADA EM REDAÇÃO CIENTÍFICA


Criação de texto científico

Encontro com a originalidade

Hora de estudar (prática dos métodos de estudo)

Processo de redação científica (como funciona com os pesquisadores com muita experiência prática)

Planejamento e redação de artigo original

Redação de artigo de revisão sistemática

Treinamento para qualificação e defesa de tese (treinamento para apresentação)

Curso de pesquisa em bases de dados bibliográficos na área da saúde

Estação de consumo de texto científico (fichamento, resumos, resenhas e paráfrases)

Treinamento em redação científica (avançado)